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O Etnocentrismo ainda em Cena
Muitos moradores da Av. Afonso Pena, no qual muitos travestis tem ponto à noite, não acham noral o fato de toda a noite terem que esbarrar com os mesmos. Em conversa com a moradora Yara Dias, a própria disse: "temos muito medo de sairmos na rua pela noite. Acho que eles assaltam os carros e ainda roubam muito dinheiro. É muito perigoso, acho que a polícia deveria proibir esse tipo de exposição, principalmente por ser em uma avenida tão bonita, talvez a principal de Belo Horizonte".
Isso prova mais uma atitude etnocentrica do ser humano. A moradora que nunca conversou com o travesti já o julga inferior, sendo que em nenhum momento classificou seu comportamento como diferente e sim como anormal.
(diego)
Escrito por Fabi às 13h38
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Escrito por Fabi às 23h21
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Escrito por Fabi às 23h17
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Escrito por Fabi às 23h16
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“TRAVESTI TÊM TUDO DE MULHER, MENOS O CORPO”
Milena, Carol, Sandra.......Gostam de perfumes adocicados.Vestem mini-saias curtas, calças com lycra de cores diversas.Mini-blusas e tops são fundamentais.Muitos preferem usar o abrigo: è mais fácil de mostrar o que tem de melhor.Muitas vezes ao vê-las è quase impossível duvidar que não sejam mulheres.
Quando a natureza se engana os dramas do terceiro sexo começam.Ser Travesti hoje não è nada fácil.Os preconceitos são muitos e não apenas dos heterossexuais; Há muito preconceito dentro da comunidade homossexual também, pois a maioria que não aceita as definições masculino-femininas!Não è atoa que muitos travestis dizem: “Deus foi péssimo ao escolher o meu sexo”
O desejo de todas è ter o corpo igual ao coração”Fazemos de tudo, tomamos hormônios, aplicamos silicones e sem contar as intervenções cirúrgicas.”No final resta uma pergunta:Vale a pena, não è muito arriscado?Mas falando de risco e de desejos quem não têm os seus?Mas a pergunta que faço è a seguinte:Quem está disposto a correr riscos pelos seus sonhos e se dedicar inteiramente para mudar algo que não a deixa viver feliz?
O sonho de todas nós è o sonho da maioria das mulheres:encontrar um homem lindo, carinhoso(se possível rico) e adotar uma criança.Por isso, nos maquiamos de forma caprichosa e as vezes até exagerada, nos tornando as vezes, puras criaturas femininas.Fazemos unhas , rebolamos, vestimos de mulher e quando estamos escolhendo roupa e se maquiando, esquecemos totalmente da identidade masculina.
Mas ser travesti hoje não è fácil, e a sociedade está repleta de hipocrisia e podridão, pois para o travesti só resta à prostituição.Sonhamos com nossos clientes, a maioria casados: médicos, altos executivos, juizes, policias, empresários...Basta ver os carros:ultimo ano, muitos até importados.
E as vezes “Os nossos clientes são mais mulherzinhas que nós próprios”.Falamos dos homossexuais disfarçados de machos e assim constituem uma família, um emprego, uma vida dupla cheia de hipocrisia e podridão.Nós os travestis, somos duas vezes homens, pois assumimos ser homossexual e ainda vivemos como nos sentimos bem, sem nos importar com que a sociedade dita ser perfeita, mas que no fim è falso.Muitos saem de casa para serem aquilo que sempre sentiu dentro de si:mulher.Verdade ou não, alguns sonham até em ser mulher de um só homem.As vezes lamentamos muito não sermos pessoas normais,igual as mulheres ou homens do mundo, mas aprendemos a viver com o que nos è oferecido e de tanto sermos sugados aprendemos a absorver tudo e a todos.Uma vez apaixonadas somos mais românticas que qualquer Salomé.
Para muitos especialistas, não há duvidas que em muitos casos o corpo è um equivoco da natureza.Equivoco ou não a medicina mostra algumas formas de resolver.Para alguns o sexo psicológico prevalece o genético.Só que nem todos os paises aceitam a mudança de identidade, no Brasil demorasse anos e muitos desistem devido a burocracia.
A Itália, a Alemanha e a Suécia aceitam essa mudança.Mas na Europa existem mais ou menos 40 mil travestis.Médicos atuam clandestinamente e realizam o sonho de muitos travestis passando os para transexuais.È claro, exigem o acompanhamento de um psiquiatra para se comprovar que o sexo psicológico não corresponde ao biológico.Portanto não adianta sonhar com o feminino se o masculino prevalece.Mais os nossos dramas são os do terceiro sexo.Transfiguramos-nos e vivemos de fantasmas alheios, constituímos e exploramos a imagem dúbia do masculino-feminino: o corpo muitas vezes feito à medida do homem envergonha o que o coração feminino sente.
Texto escrito pela travesti:Milena Thompson Synaiderr
Escrito por Fabi às 23h11
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Pedro Alexandre Nogueira de Carvalho
Nome Artístico:Piettra Vogue
Tenho 22 anos.Descobri a minha homossexualidade na infância.Sofria muito preconceito na escola.
No inicio ao contar para minha mãe tive muita dificuldade, quando contei foi um choque muito grande.Tenho irmãos e nunca tive problemas com eles.Não sofro nenhum preconceito perante a minha família.
Atualmente estou namorando e já vai completar um ano de relacionamento.Minha relação è super normal, existe brigas e dengos como qualquer outro casal.
Não pretendo fazer nenhuma cirurgia plástica.Adoro o meu corpo.
Hoje trabalho em um salão de beleza, sou maquiador profissional e faço shows na boate New Eros.
“O preconceito esta dentro de si, espero que vocês amadureçam não só o corpo mas principalmente a mente.”
Que Deus os abençoe.
Um super beijo,
Piettra Vogue
Escrito por Fabi às 23h10
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Depoimentos de dois Travestis que entrevistamos:
Arthur Douglas Ribeiro de Oliveira
Nome Artístico: Milena Thompson Shynaiderr
Tenho 22 anos.Descobri minha homossexualidade quando tinha 15 anos.No inicio para meus pais foi um choque, pois eles não aceitavam o meu modo de vestir.Sai de casa e foi para Vitória.Nessa época tomava hormônios femininos.
Em qualquer família de homossexual tem sempre um que não aceita o seu jeito.Prostitui-me por não encontrar emprego e pela exclusão de minha família.
Hoje sou cabeleleiro e me formei em técnico em departamento contábil e pessoal.
Ultimamente não tenho namorado, mas quando tinha adorava fazer o papel de mulher.
A minha infância foi totalmente diferente de uma infância masculina, sempre me identifiquei com as meninas.Não gostava das brincadeiras masculinas, preferia estudar.
Quando tinha 15 anos fui estudar em um colégio interno.Sofria muito preconceito dos outros colegas.Foi nessa época que tive a minha primeira relação sexual com um menino que dormia no mesmo quarto que o meu.
“Caros amigos não sejamos hipócritas, pois muitas vezes discriminamos o que queremos ter, não somos bichos nem extraterrestres, simplesmente queremos viver sem o medo de sermos aceitos.”
Milena Thompson Shynaderr
Escrito por Fabi às 23h09
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Campinas sediou o 1o Encontro de Travestis e Transexuais do Sudeste nos dias 6 a 8 de Maio.
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O grupo Identidade de Campinas promoveu entre os dias 6 e 8 de maio o I Encontro de Travestis e Transexuais da Região Sudeste. O eventoteve como objetivo articular Travestis e Transexuais militantes, além de promover um espaço de interlocução as lidernaças do movimento para levar propostas ao XI ENTILAIDS – Encontro Nacional das Trangêneros que Atuam na Prevenção da AIDS.
Na programação do evento estava grupos de discução e palestras, além de apresentação de peças. Janaina Lima e Keila Simpson (Integrantes da ANTRA - Articulação Nacionais de Travestis.) participam das mesas de debates e palestras.
Escrito por Ana às 20h11
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Unidos sempre!
Pesquisando na internet encontramos um site que tem por objetivo fazer valer os direitos dos travestis. É um grupo de travestis e heteros que se juntaram a 9 anos e praticam o bem no Brasil. Entramos em contato com o grupo e eles nos autorizaram a passar o conteudo do site e um pouquinho sobre o trabalho deles.. Abaixo colocamos algumas explicações e contatos desse grupo maravilhoso chamado Grupo Esperança.

GRUPO ESPERANÇA
Organização Não Governamental fundada em 18 de fevereiro de 1994. Missão: trabalhar pela integração na sociedade de pessoas excluídas e em situação de vulnerabilidade social - em especial as travestis. Tem atividades voltadas aos direitos humanos, cidadania, assistência e prevenção das DSTs/HIV/Aids. Desenvolve cursos de capacitação profissional na busca de renda alternativa como cursos de corte e costura e artesanato.
grupoesperanza@terra.com.br
www.grupoesperanza.com.br
Escrito por Ana às 13h33
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Iniciativas para resgatar a cidadania!
Em Campinas, interior de São Paulo, travestis já têm uma carteirinha oficial, com o nome que escolheram. A iniciativa é da Prefeitura de Campinas, e o documento é distribuído pelo Centro de Referência de Gays, Lésbicas, Travestis, Transexuais e Bissexuais. Paulo Reis, coordenador do GLTTB, afirma que a carteirinha é uma tentativa de resgatar a cidadania dos travestis, uma população que, segundo ele, vive à margem da sociedade. "É um 'quase-documento' com o nome feminino que o travesti se identifica".
A carteira, explica Reis, não substitui o RG, mas no município, poderá ser utilizada nos serviços públicos, como no atendimento na saúde e na educação. Mesmo tendo obrigatoriamente que portar o RG original, o travesti terá um cadastro com o seu nome feminino. "É psicologicamente constrangedor quando você preenche um cadastro, a atendente lhe chama pelo nome masculino e levanta um mulherão".
A iniciativa do GLTTB, um órgão ligado à Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos e Cidadania, é inédita no serviço público. Porém organizações não-governamentais do Rio de Janeiro e Salvador já fizeram coisas semelhantes. Reis diz que ao tirar o documento o travesti se compromete a participar de oficinas - de cabeleireiro, maquiagem e sexo seguro, por exemplo - e também pode assistir palestras com médicos e especialistas. Fonte: Terra cidadania
Escrito por Fabi às 17h22
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Campanha Nota 10!
O Ministério da Saúde lança uma campanha de prevenção à Aids voltada especificamente para os travestis. Bandeiras com o arco-íris, símbolo da luta dos gays por igualdade, foi levada para a Câmara dos Deputados, local do lançamento. O slogan é "Travesti e respeito - já está na hora dos dois serem vistos juntos". O material publicitário, com anúncios de jornal, cartazes e folders, foram produzidos a partir de sugestões do próprio público-alvo.
Além da campanha nos meios de comunicação, o material será distribuído para hospitais, escolas e grupos de travestis. Entre as propostas discutidas no encontro na Câmara, uma foi apoiada pela Frente Parlamentar pela Livre Expressão Sexual: a aprovação uma lei garantindo que o SUS pague cirurgias de mudança de sexo.
A campanha incentiva o uso do preservativo, mas vai além. Tenta combater os preconceitos dos próprios profissionais de saúde e dos educadores. Os travestis avalia Roberto Brant, diretor-adjunto do programa nacional DST/Aids do Ministério da Saúde, sofrem todo tipo de discriminação, são excluídos socialmente, o que os torna vulneráveis. É necessário, diz ele, respeitá-los e enxergá-los como cidadãos. O material da campanha foi desenvolvido em parceria entre o Ministério da Saúde e a Antra (Associação Nacional dos Travestis).
Escrito por Fabi às 15h01
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Depoimentos de alguns travestis
Diferentemente da maioria, Daniele teve a aceitação da família. O pai, médico, até indicou o hormônio com menos efeitos colaterais. Já o pai da gaúcha Bruna Dumont, expulsou-a de casa aos 16 anos. "Resolvi viajar o Brasil todo fazendo um programa. Fui ao Acre, Amapá, Rio de Janeiro etc." diz ela.
“Eu sempre quis ser mulher”. Na escola só brincava com mulher. Minha mãe tinha de ir toda semana conversar com minha professora. Sabe o que eu levava? Uma toalha rosa e um ursinho para enfeitar a mesa. A professora ficava apavorada. Falava para a minha mãe que eu deveria andar mais com menino. Nunca joguei futebol na minha vida. Na Educação Física eu tinha de usar bermuda, mas dobrava para ficar igual aos shortinhos das meninas. Cortava a camisa para ficar uma blusinha. Aos 10 anos, eu tive uma relação com meu vizinho de 16 anos. Era bem miudinha. Sempre tive o meu lado feminino. Foi boa a minha primeira experiência. Eu acho que estou nessa vida por causa dele. Ele me tratava como mulher, era tudo o que eu queria. Quando comecei a tomar i hormônio, aos 15 anos, parei de estudar. Não dava certo, todo dia um colega quer te pegar na saída.
O que eu faço no tempo livre? Vou ao Shopping jogar boliche, faço compras. Sempre saio muito discreta. “No meio de 30, você engana 29” (Milena Rios,19).
Escrito por Fabi às 20h39
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Eu, ele e ela
Italiana gera polêmica ao contar em livro sua paixão por um travesti brasileiro
Marisol com Adele: história inusitada pode chegar às telas de cinema
Seis meses depois de se conhecerem no escaldante verão europeu de 1996, o brasileiro Mauro da Silva e a italiana Adele Caprio sonham em se casar e ter um filho. Nada mais natural do que um casal apaixonado fazer planos para o futuro. Nesta história de amor, no entanto, tudo foge à banalidade. Mauro, na verdade, é Marisol, um dos milhares de travestis brasileiros que desembarcaram na Itália dispostos a fazer sucesso. Aos 25 anos, Mauro/Marisol está se transformando numa celebridade. Do alto de seu 1,85m, alongado em sapatos salto número oito, o transformista nascido em Niterói ganhou fama ao aparecer em espaços nobres dos jornais italianos e participar de vários programas de televisão. O interesse da mídia foi conquistado graças ao livro Lo, Lui e Lei - mia vita con un trans (Eu, ele e ela - minha vida com um travesti) escrito por Adele, que está sendo publicado pela Editora Castelvecchi e chega às livrarias dentro de duas semanas. Diretora de arte do TG5, telejornal de uma das redes do todo-poderoso Silvio Berlusconi, Adele narra em primeira pessoa o seu amor unissex. “Marisol satisfaz o meu lado feminino e masculino”. “Não sou lésbica, gosto de homens bonitos, embora me agrade muito vê-la vestida de mulher”, explica Adele.
"Meus gostos sexuais não mudaram. Continuo freqüentando discotecas gays. Mas ela apareceu na minha vida e fez por mim o que nenhum homem faz", conta.
O transformista faz performances semanais na discoteca Qube, um tradicional ponto de encontro de gays e travestis da capital italiana. Sua renda mensal gira em tomo de R$ 5 mil.
Escrito por Fabi às 20h37
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Da teoria à pratica.
Travestis
Na teoria (do dicionário) Travesti quer dizer aquele individuo que geralmente em espetáculos teatrais se traja com roupas do sexo oposto. Homossexuais que se vestem e agem como o sexo oposto.
Mas será que na realidade é só isso mesmo? Pesquisando um pouco descobrimos que não é tão simples assim.
Colhendo informações descobrimos que adolescentes vendem seus corpos como mulher, sofrem preconceito e violência mas o dinheiro fácil é uma tentação maior que faz com que essas crueldades fiquem mínimas em comparação com o dinheiro.As maratonas sexuais e a transformação radical do corpo são comuns na vida desses adolescentes que se tranvestem de mulher e vendem o corpo nas ruas. Alguns ganham até R$ 4.000 por mês. Atendem em media, quatro clientes por dia. A maioria na faixa de 35 anos. Mas há aqueles que fazem até 13 programas por dia. Cobram em média de R$50 a R$70.
Escrito por Fabi às 16h46
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